terça-feira, 18 de maio de 2010

MUSSE DE CHOCOLATE preto e branco


Nas últimas semanas, o Renato e a Nina, postaram receita de musse de chocolate. Daí, deu vontade de fazer uma também. Como fomos convidados, por nossos amigos Vic e C., para jantar, resolvi fazer, para sobremesa, a receita da musse de chocolate preto e branco publicada no A conversa chegou à cozinha da Rita Lobo. Como não tinha conhaque em casa, usei extrato de baunilha. No restante, segui a receita. A musse fica bem aerada com a crocância dos pedacinhos de chocolate branco. Sucesso, com direito a muitos elogios.

MUSSE DE CHOCOLATE PRETO E BRANCO (para 12 pessoas)
Ingredientes:
8 gemas
170g de chocolate meio amargo
1 xícara de chá de açúcar
3/4 de xícara de chá de cacau em pó
200g de manteiga sem sal
1 colher de sobremesa de extrato de baunilha
500ml de creme de leite fresco
170g de chocolate branco

Modo de preparo:
1. Numa tábua, apoie a barra de chocolate branco com a parte lisa para cima. Com uma faca afiada, raspe o chocolate até obter um punhado de raspinhas que servirão para decorar a musse. O restante pique em pedaços pequenos. Reserve. 
2. Pique o chocolate meio amargo e derreta-o no forno de micro-ondas. Reserve.
3. Na tigela da batedeira, coloque as gemas e o açucar e bata em velocidade alta até obter uma gemada pálida e volumosa. Reserve.
4. Numa panelinha, coloque a manteigae leve ao fogo baixo. Assim que derreter, retire do fogo, acrescente o cacau em pó e a baunilha e misture bem.
5. Numa tigela, junte o chocolate derretido, a gemada reservada e a manteiga com o cacau e misture com um batedor de arame.
6. Na batedeira, coloque o creme de leite fresco e bata até que o creme comece a engrossar, mas não deixe chegar ao ponto de chantili. Misture delicadamente ao creme de chocolate, até obter uma mistura homogênea.
7. Misture o chocolate branco picado à musse, transfira para o recipiente onde será servida e polvilhe com as raspas de chocolate branco. Cubra com filme plástico e leve à geladeira por no mínimo 3 horas. Sirva a seguir. 
                                          

BOLO DE FUBÁ DA FAZENDA



Quase todo mundo tem lembrança de bolo de fubá. A minha é de bolo bem fofo, com perfume de erva doce, servido com café na companhia do meu pai ou da minha avó Pininha. Meu pai não gostava de bolos, doces em geral. O bolo de fubá era exceção. Já a recoradação do Rosualdo é de bolo sequinho, com sabor pronunciado do fubá, feito pela Teresa, empregada da família Russo. Fiz para ele, essa receita, adaptada daqui. Inverti as quantidades de farinha de trigo e fubá, troquei o suco de laranja pelo leite e aboli as raspas de laranja. Ele achou que ficou com sabor da sua lembrança.

BOLO DE FUBÁ
Ingredientes:
120ml de óleo de girassol (ou canola)
2 ovos grandes
150g de açúcar
120ml de leite
145g de fubá
100 g de farinha de trigo peneirada
2 colheres (chá) de fermento em pó
Modo de Fazer:
Pré-aqueça o forno a 190ºC. Unte uma forma redonda de 20cm com óleo, forre o fundo com papel manteiga e pincele-o com óleo (utilizei uma fôrma T-Fal untada e enfarinhada e o bolo se soltou com facilidade).Em uma tigela grande, misture o óleo, os ovos, o açúcar e o leite. Adicione a farinha, o fubá, o fermento e o sal. Bata gentilmente até misturar os ingredientes.Coloque a massa na forma asse por 35-40 minutos (faça o teste do palito).


segunda-feira, 10 de maio de 2010

MONTANHAS ROCHOSAS (sites e endereços úteis)

Diário de Viagem
O poeta foi visto por um rio,
por uma árvore,
por uma estrada...
                                           (Mario Quintana)
As Rochosas são destino muito procurado por turistas, não só do Canada, como de todo mundo, durante as quatro estações: primavera, verão, outono e inverno. Entretanto, durante o verão, com temperaturas agradáveis, por do Sol depois das 21h e paisagens belíssimas a região é invadida por turistas. Os albergues dentro dos parques são pequenos, aproximadamente 24 leitos.  Assim, se quiser ficar neles as reservas devem ser feitas com bastante antecedência.

Alguns sites e endereços úteis:
Tempo: http://www.weatheroffice.gc.ca/canada_e.html

Distâncias e rotas de viagem: http://www.viamichelin.pt/

Hospedagem em bed&breakfast: http://www.bbcanada.com/

Hospedagem em albergues: http://www.hihostels.ca/

Cidade de Vancouver: http://vancouver.ca/

Transporte coletivo em Vancouver (rotas, horários): http://tripplanning.translink.bc.ca/

Montanhas Rochosas: http://www.canadianrockies.net/

Trem (Via Rail): http://www.viarail.ca/

Loja de vinhos:

Marquis Wine Cellar
1034 Davie Street
(604) 684-0445
http://www.marquis-wines.com/

Restaurantes em Vancouver:
West 2881 Granville Street
(604) 738-8938

http://www.westrestaurant.com/
Cibo Trattoria
900 Seymour Street
(604) 602-9570
http://www.cibotrattoria.ca/
Uva Wine Bar
900 Seymour Street
(604) 632-9560
http://www.uvawinebar.ca/

PEQUENOS PRAZERES

Temos pequena horta onde são cultivados temperos, algumas folhas, verduras e frutas. Nesse fim de semana colhemos tomatinhos, alface e rúcula. Uma salada especial temperada com azeite de oliva extra virgem e sal negro do Havai (Kilauea).

MONTANHAS ROCHOSAS (terceira parte)

No dia seguinte, a pedalada foi até Mosquito Creek, com 64 km. A 10 km há uma cafeteria com sanduíches e bebidas quentes. Foi o pior dia da pedalada. Foram as subidas mais íngremes e longas que já vi. E havia sempre um vento contra, forte, segurando a bici, fazendo pedalar forte mesmo nas poucas retas. O vento gelado tornava cada respiração difícil e dolorosa, mesmo com o passa-montanha cobrindo o nariz. Os 64 km pareciam mais de 500. A chegada foi um alívio inesquecível. Nesta noite não fui para a fogueira. Dormi antes de escurecer (nas Rochosas nesta época, escurece às 22:00h). Foi também o dia mais frio da pedalada. Depois das 17h a temperatura em geral cai muito. Acordar e arrumar a bici pela manhã é sempre um exercício penoso. Pelo cansaço e pelo frio. O gerente do albergue de Mosquito Creek é o Alan, um sujeito magro, sorridente -sorriso de paisagem- daqueles que explicam tudo, nos seus mínimos detalhes, várias vezes, obsessivamente. Os banheiros eram bem longe, no final de uma trilha por detrás dos dormitórios. Nesta noite acordei para ir ao banheiro e lembrei-me que os latões de lixo ficavam próximo aos banheiros e os ursos têm atração especial por procurar restos de comida nos acampamentos. A cada passo, de madrugada, na trilha, parecia ver a sombra de um urso. Foi a esvaziada de bexiga mais rápida do hemisfério norte.
 No quarto dia, de Mosquito Creek a Lake Louise, são 23 km. E aí recuperei minha abalada auto-estima. É uma trilha belíssima, com subidas e descidas normais. Chega-se em menos de 2h. Vale a pena ficar em Lake Louise. Há a tendência de encurtar a viagem um dia e ir até Banff, mais 60km. Perfeitamente viável. Mas ficar em Lake Louise é necessário. Precisa ver os lagos próximos, como o Lago Louise e Lago Moraine. Em Lake Louise o albergue é maior e tem água corrente, quente e chuveiro. Vá jantar no Out Post Pub. Fica dentro de um hotel, o The Post, logo na entrada da vila e vizinho ao albergue.
O quinto e último dia foi um presente dos deuses. Descansado pela pedalada curta do dia anterior, sem os ventos gelados e cortantes das montanhas próximas dos glaciares, com uma vista das mais bonitas, com pequenos lagos e riachos acompanhado a estrada o tempo todo, a pedalada de Lake Louise a Banff, 60km, é um descanso. Mas deve-se ir pela estrada alternativa, chamada Bow Valley road. O pouco movimento e a temperatura mais amena permite ver mais animais selvagens, como coiotes, alces e cabras montesas. Não vi nenhum urso. Não sei se felizmente ou infelizmente. Este tipo de viagem é ideal para bicis. Os canadenses respeitam a natureza e os ciclistas. Durante todo o trajeto, não houve um único carro que passasse próximo ou de maneira descuidada. A Via Rail, companhia de trem, cobra 20 dólares pelo transporte da bici, de Vancouver a Jasper, porém a trata muito bem. Quando recomendei cuidado especial, porque teria que pedalar já no dia seguinte à chegada colocaram a bici em uma caixa própria. Em Vancouver, no aeroporto, o cuidado com a bici é tranquilizador. E os ônibus da cidade (acredite) têm transportadores de bici. A cidade toda é bem servida de ciclovias, inclusive no centro. A não ser pelos banhos nos rios congelando e o medo dos ursos próximos aos banheiros à noite, a viagem é uma delícia. Segura e barata.



domingo, 9 de maio de 2010

BRIGADEIRO DE FRUTAS VERMELHAS COM CROCANTE DE AMÊNDOAS

A inspiração para o encerramento do jantar de harmonização em torno do champanhe rosé veio do PFdinner, do Vitor Hugo.  Porém, chocolate e champanhe não fazem casamento feliz. Assim, adaptamos a receita de brigadeiro acrescentando licor de frutas vemelhas e usando crocante de amêndoas. Servimos em potinho, para comer com colher. Caso queira enrolar não acrescente creme de leite. A receita ficou assim:


BRIGADEIRO DE FRUTAS VERMELHAS COM CROCANTE DE AMÊNDOAS

 INGREDIENTES:
1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de manteiga sem sal
2 colheres de sopa de licor de frutas vermelhas
2 colheres de sopa de creme de leite sem soro
1/4 de colher de café de corante alimentício rosa
50 g de amêndoas sem pele

MODO DE PREPARO:
Leve ao fogo baixo todos os ingredientes, com exceção do creme de leite e das amêndoas. Mexendo sempre, deixe no fogo até começar desprender do fundo da panela. Acrescente o creme de leite e mexa mais um pouco. Distribua em pequenos potes ou em xicaras. Se preferir, despeje num prato untado com manteiga sem sal. Depois de esfriar, faça bolinhas com pequenas porções da massa e passe no crocante de amêndoas.

Para o crocante:
Numa frigieira coloque as amêndoas e leve ao fogo, mexendo sempre até elas começarem a tostar. Cuidado! Elas queimam facilmente. Deixe esfriar e passe no processador de alimentos ou triture grosseiramente. Polvilhe os brigadeiros, nos potinhos, com ele.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

HARMONIZAÇÃO CHAMPANHE ROSÉ

Iremos receber casal de amigos, M. e S., e seu filho com esposa para jantar de harmonização em torno do champanhe rosé. Baseamos, em parte, o cardápio nas sugestões do livro: Um só vinho da entrada à sobremesa, publicado pela Larousse do Brasil. Pena que nem todos os pratos possuam receitas e as publicadas, muitas vezes, são pouco detalhadas. Assim, embora as sugestões de harmonização mostrem-se perfeitas, resta o trabalho de pesquisa das mesmas. O cardápio ficou assim:

ENTRADA FRIA
Pétalas de salmão e mariscos com saladinha de mini folhas

ENTRADA QUENTE
Vieiras aromatizadas com foundue de alho-poró

PRATO PRINCIPAL
Coelho à moda do chef  e penne rigato al burro

SOBREMESAS
Suflê gelado de framboesas
Brigadeiro de frutas vermelhas com crocante de amêndoas